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Reitoria anuncia Plano de Distribuição Orçamentária para 2017

Uma das novidades é a criação de um fundo para subsidiar ações de Pesquisa, Extensão e Inovação aplicada
por publicado: 23/12/2016 12h05 última modificação: 23/12/2016 12h05

Com o objetivo de conferir a máxima transparência na gestão dos recursos do IFPE, a reitoria apresentou para diretores gerais e gestores de administração e planejamento dos campi o Plano de Distribuição Orçamentária para 2017. Na reunião, realizada na quinta-feira (15), no Campus Recife, foi apresentada a previsão orçamentária para o novo ano, os critérios para distribuição de recursos aos 16 campi do IFPE, além de algumas medidas para otimizar a gestão orçamentária nesse contexto de crise econômica.

De acordo com o Pró-Reitor de Administração, Rozendo de França, a divisão do montante a ser destinado à cada unidade obedecerá aos parâmetros estabelecidos pela Matriz Conif, que leva em consideração questões como número de estudantes matriculados, o peso dos cursos, estrutura, entre outros fatores. “A Matriz Conif apresenta critérios justos de distribuição orçamentária para toda a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Ela é um dos instrumentos para se definir como será a alocação de recursos para os Institutos na Lei Orçamentária Anual e ela servirá também como referência para a distribuição interna aqui no IFPE porque ela estabelece critérios objetivos e transparentes”, explicou o Pró-Reitor.

Plano de Distribuição Orçamentária

Na reunião, os gestores tomaram conhecimento das verbas previstas para custeio, investimento, assistência ao educando e capacitação em cada uma das áreas. O encontro também foi uma oportunidade para se aprofundar nas minúcias do processo orçamentário institucional. Para 2017, a Lei Orçamentária Anual prevê um repasse total de R$ 80 milhões para o IFPE.

INVESTIMENTO - Mesmo nesse cenário, algumas novidades foram anunciadas com vistas a aprimorar a utilização dos recursos. Uma delas é a criação do fundo de investimento multicampi que funcionará como uma espécie de reserva para atender demandas emergenciais e prioridades de todos as unidades. “A ideia é atender necessidades extemporâneas e urgentes, que podem surgir ao longo do ano, bem como as demandas estruturantes, cujo o orçamento dos campi, muitas vezes, não consegue suprir. Há dois anos, por exemplo, o Campus Afogados teve sua estrutura danificada por causa de um temporal e demandou uma concentração de esforços financeiros para sua recuperação. Diante do cenário atual, é fundamental estarmos preparados para qualquer tipo de eventualidade”, afirmou Rozendo.

Plano de Distribuição OrçamentáriaO Fundo, que ainda passará pela regulamentação do Colégio de Dirigentes, receberá aporte de todos os campi e da reitoria. A previsão é de que, em 2017, ele some um montante de R$ 2,673 milhões de Investimento e R$ 3,454 milhões de Custeio, sendo administrado de forma colegiada. A proposta é de que, pelo menos, R$ 638 mil, referente ao valor de investimento, sejam destinados a um Fundo de Pesquisa, Inovação e Extensão e Inovação Aplicada, voltado a atender ações sistêmicas específicas nessas áreas. Somado aos recursos já previstos pela Matriz Conif, o Fundo de Pesquisa, Extensão e Inovação contará com R$ 1,5 milhão, que são geridos de forma conjunta pelas pró-reitorias de Pesquisa e Extensão.

 “Criar esse fundo fixo para pesquisa, extensão e inovação mostra que estamos priorizando essas dimensões do processo formativo junto com o ensino. Estamos buscando nos organizar institucionalmente para, cada vez mais, caminharmos num corpo só, fortalecendo nossa identidade institucional”, avaliou a reitora Anália Ribeiro.

BALANÇO - O Diretor Geral do Campus Vitória de Santo Antão, Mauro Leão, elogiou a iniciativa. “Essa ação transparente nos ajuda enquanto gestores e acredito que a criação do fundo será muito positiva. A iniciativa fortalece o diálogo entre os campi e mostra que somos um corpo só, precisamos andar juntos”, disse. O Diretor Geral do Campus Pesqueira, Valdemir Mariano, também fez um balanço positivo das propostas. “Essa clareza e objetividade na questão Plano de Distribuição Orçamentáriaorçamentária, que é algo complexo, é muito importante. Considero louvável a criação desse fundo porque é mais uma fonte de recursos que servirá a todos os campi. Foi uma ação bastante positiva”, avaliou.

De acordo com o Pró-Reitor de Adminsitração, Rozendo de França, o Plano de Distribuição Orçamentárias e as outras ações, como a criação do Fundo de Investimento, tiveram como base experiências bem sucedidas já realizadas em outros Institutos Federais. Segundo Rozendo, foram feitos ajustes e adaptações à realidade do IFPE, mas a iniciativa se incorpora a uma tendência nacional de tornar a gestão orçamentária mais eficiente e transparente. A ideia, inclusive, é disponibilizar todo o planejamento orçamentário no site institucional a fim de possibilidade o acesso e o acompanhamento de todos: servidores, estudantes e a sociedade em geral.