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IFMaker conclui primeiro ciclo de Incentivo à Cultura Maker

Estudantes do primeiro ciclo do Programa de Incentivo apresentaram os projetos desenvolvidos no laboratório Maker do Campus
por publicado: 15/03/2022 15h00 última modificação: 11/04/2022 15h06

Os estudantes do Campus Ipojuca que concluíram o primeiro ciclo do Programa de Incentivo à Cultura Maker apresentaram, nesta segunda-feira (14), os projetos que desenvolveram ao longo dos últimos meses no IFMaker. Os nove estudantes que participaram da iniciativa fizeram uma série de cursos para se familiarizar com a cultura maker e com os equipamentos do laboratório, e produziram itens como semáforos com sensor, jogos, peças e suportes variados e material específico para uso dos laboratórios e de setores do Campus.

“Dos princípios da cultura maker, o que mais marcou minha experiência aqui foi o conceito de aprender fazendo. No meu primeiro dia já aprendi a calibrar a impressora e me vi ajudando na impressão do projeto de um colega”, conta Monalysa Cândido, estudante do curso de Construção Naval. “Minha tendência inicial era ficar esperando por instruções do professor, mas logo entendi que eu estava livre para escolher meus projetos e ir atrás das ferramentas para concretizá-los”.

No curso dos cinco meses de projeto, Monalysa produziu espátulas para facilitar a retirada dos protótipos das impressoras, descobriu uma plataforma online de projeto 3D e criou um protótipo do robô dançarino Otto, com o código livre que encontrou na Internet. Atendendo a uma necessidade percebida durante suas aulas de Física, ela também começou a projetar a impressão de contêineres para peças do laboratório, no formato adequado idealizado pelo professor.

Lucas Nascimento, estudante de Engenharia Mecânica, conta que sempre se interessou por eletrônica, mas só tinha ouvido falar sobre plataformas de prototipagem, como o arduíno. “O aprendizado aqui foi grande, e dá para ver que são muitas as possibilidades de aprendizagem e de criação no IF Maker. Gostaria que o Programa tivesse durado mais, pelo menos um ano”, disse ele, que planeja ainda retornar ao laboratório para concluir projetos e iniciar novas parcerias no ambiente colaborativo propiciado pelo ambiente maker.

O primeiro ciclo do projeto ofereceu bolsas a estudantes de todos os cursos do Campus, para apoiar sua formação como multiplicadores da cultura maker. “Essa primeira turma, mesmo com todas dificuldades impostas pela pandemia, conseguiu se capacitar em várias frentes e desenvolver muitos trabalhos. O laboratório continua aberto a qualquer pessoa interessada na cultura maker e nas tecnologias disponíveis aqui. Haverá futuramente outros editais de fomento para estudantes interessados em fazer o ciclo de formação completo”, diz Thiago Victor Santos, coordenador do IF Maker.

“A proposta do IF Maker é de um laboratório aberto a pessoas de todas as áreas, dentro e de fora da comunidade acadêmica. Isso está na essência da cultura maker e também é da natureza de uma instituição pública como a nossa”, afirma Victor Wanderley, diretor de Pesquisa e Extensão do Campus Ipojuca. “É importante, no entanto, que esse uso livre seja mediado por pessoas que conhecem os equipamentos disponíveis e os princípios da cultura maker. Concluído este ciclo do Programa de Apoio, vocês agora estão aptos a orientar ou tutelar o uso do laboratório”, disse aos estudantes.

Saiba mais sobre a cultura maker no curso “Educador Maker: Primeiros Passos”, oferecido pelo IFES, que fez parte da formação introdutória dos estudantes do Programa de Incentivo à Cultura Maker.