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O Curso

por Hugo Ferreira publicado 23/12/2015 16h52, última modificação 14/03/2017 15h41

O currículo do curso de Graduação em Enfermagem – Bacharelado do IFPE Campus Pesqueira estabelece, enquanto opção político-pedagógica, o diálogo entre o conhecimento científico, o conhecimento popular e o conhecimento construído na experiência, o que – de forma contínua e dialética, a partir da problematização da realidade, de seus condicionantes e determinantes sociopolíticos, econômicos e culturais – permitirá a construção de novos conhecimentos e tecnologias do cuidar.

Compreende-se que o êxito na formação de profissionais de Enfermagem críticos e reflexivos, competentes técnico-cientificamente, responsáveis política e socialmente, éticos e capazes de intervir no processo saúde-doença prevalente em sua região, promovendo cuidados de enfermagem com uma visão holística, complexa, hologramática, integral do indivíduo, família e comunidade de forma humanizada, implica que o(a) estudante conheça e reflita sobre o contexto histórico, socioeconômico e cultural em que sua prática profissional se dará para que, desde a formação, prepare-se para intervir nos problemas que encontrará. Para tanto, é imprescindível a adoção de práticas educativas que proporcionem ao(à) estudante a oportunidade de construção das competências/habilidades cognitivas, psicomotoras e afetivas que o(a) habilitarão a um exercício profissional crítico e transformador.

Tendo em vista esse perfil de cidadão(ã) e profissional, o processo de formação do enfermeiro no IFPE Campus Pesqueira adota as metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, com ênfase na problematização. Isso porque entendemos que as metodologias ativas permitem que o educando seja o protagonista de sua aprendizagem, na construção e reconstrução do conhecimento, possibilitando o desenvolvimento das habilidades e competências profissionais de forma críticoreflexiva, uma vez que docentes e discentes são partícipes ativos nesse processo, que é interdisciplinar.

Contudo, será considerada a realidade socioeconômica, política e cultural/regional, a partir da qual o(a) graduando(a) construirá novas interpretações e soluções embasadas nos conhecimentos científicos.

Dessa forma, a organização curricular precisa oportunizar, desde cedo, a inserção do(a) estudante enquanto sujeito político, histórico e social nos cenários de atuação profissional, considerando que o processo de trabalho em saúde é coletivo e envolve atores sociais distintos: comunidade, profissionais de saúde, universidade e indivíduo.

Conforme Fagundes e Burnham (2005), no campo da saúde, os espaços tradicionais de aprendizagem representados pelos hospitais e clínicas especializadas, entre outros, são espaços em que o estudante é adequado às rígidas hierarquias e rotinas de trabalho, o que pode convergir para a construção de uma postura autoritária que tem marcado a trajetória da maioria das profissões da área de saúde. As autoras apontam, então, a necessidade de inserção do(a) estudante em outros cenários de aprendizagem que favoreçam processos relacionais e de produção do conhecimento mais assimétricos por meio do compartilhamento de saberes e práticas, de problemas e de suas soluções, num constante exercício de aproximação entre prática e teoria, academia e comunidade, em direção ao possível, antes mesmo do ideal.

Para favorecer o desenvolvimento de competências que visem ao cuidar sistematizado de Enfermagem nas diversas etapas do ciclo vital (Assistência de Enfermagem), à promoção da saúde (Educação em Saúde), ao gerenciamento do processo de trabalho em saúde e Enfermagem e à pesquisa em saúde, o planejamento de ensino dos componentes curriculares que constituem os módulos do Curso de Bacharelado em Enfermagem do IFPE Campus Pesqueira privilegia a diversificação dos cenários e situações de ensino-aprendizagem, a interdisciplinaridade e a constante interação entre profissionais de saúde, estudantes, professores(as), usuários(as) e comunidade.

Diante disso, a fim de que se permita a aproximação dos(as) estudantes com os diversos cenários de atuação do(a) enfermeiro(a), em todas as etapas do processo formativo, as atividades teórico-práticas, em cada módulo, serão desenvolvidas de forma transversal, sendo acompanhadas e orientadas pelos(as) professores(as) em diversos cenários, tais como: salas de aula, biblioteca, laboratórios, unidades básicas de saúde, ambulatórios, hospitais gerais e especializados, equipamentos comunitários (creches, escolas, associação de moradores, por exemplo, por meio de visitas técnico- pedagógicas), práticas clínicas supervisionadas, estágio curricular, projetos interdisciplinares, dentre outros.

Nesse contexto pretende-se que o(a) estudante aproprie-se do conhecimento técnico-científico de forma ativa, criativa, crítica, reflexiva, num exercício contínuo de análise, interpretação e síntese do objeto a ser aprendido, assumindo compromisso com sua própria formação.

O(A) professor(a) também assume um novo perfil, deixando de ser transmissor(a) do conhecimento para tornar-se orientador(a) e coordenador(a) do processo, provocador(a) de dúvidas, em atitude de cooperação junto aos(às) estudantes. O(A) professor(a) deve deixar, portanto, a posição de depositário(a) único(a) do conhecimento e adotar a postura de mediador(a)-aprendiz tanto dos temas em estudo como das metodologias de abordagem dos mesmos.