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Em Caruaru, dança transforma realidade de crianças e jovens do Alto do Moura

Projeto do Campus Caruaru leva aulas de dança e consciência corporal à comunidade que vive do artesanato
por publicado: 19/05/2016 15h46 última modificação: 19/05/2016 15h46

Para um grupo de crianças e adolescentes que vive no Alto do Moura, manhã de quinta-feira é sinônimo de aprendizado, ritmo e diversão. O projeto de extensão Pés Descalços: da cultura do barro à arte da dança oferece ações artístico-pedagógicas que promovem a percepção do coletivo, estimulam a troca de experiências e trabalham a relação entre movimento e educação. Tudo isso através do contato com os aspectos culturais e estéticos da dança.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Campus Caruaur e a Associação dos Artesãos em Barro e Moradores do Alto do Moura. Trata-se de uma expansão do grupo de dança do campus, que leva a linguagem artístico-expressiva aos jovens do bairro com o intuito de torná-los sujeitos atuantes no meio em que vivem. “Queremos fortalecer a interação com o outro e com o espaço, além de trabalhar expressões faciais e corporais, consciência do movimento e estimular improvisação e criatividade”, explicou a professora Vila Canazak, coordenadora do projeto.

A iniciativa começou há seis meses e já envolve cerca de 36 jovens, de 10 a 17 anos, que moram no local. Durante as aulas são trabalhados itens como postura, respiração, espaço e sincronismo. As crianças aprendem lições sobre os estilos clássico, moderno e contemporâneo, sem deixar de lado os costumes locais.

“Gosto de todos os ritmos e foi com a dança que perdi a timidez. As professoras dançam muito bem e ensinam tudo direitinho”, contou Thallyson Severino, de 10 anos. As aulas são divididas em duas partes. Na primeira os participantes são apresentados a alguns ritmos, recebem informações sobre aquele estilo e comentam aspectos como história e características. Em seguida é a vez da prática, quando a animação toma conta do Clube dos Moradores e Artesãos, local que em as aulas acontecem. “Depois que comecei a dançar melhorei minha postura, aprendi a fazer o alongamento corretamente, além de estar me exercitando”, afirmou Samantha Ribeiro (10).

A estudante Joyce Lopes, uma das bolsistas do projeto, garante que além de fortalecer o desenvolvimento cidadão, as atividades têm contribuído para sua formação profissional. “O aprendizado é um fator crucial. Neste projeto nos adaptamos ao local, às pessoas e à cultura que carregam. É um processo complexo, aprende-se a trabalhar com o coletivo, desenvolver oratória e liderança, fatores cobrados no mercado de trabalho”, afirmou

Também estão envolvidas no projeto as alunas Amanda Lima e Daiane Marinho, de Mecatrônica e Segurança do Trabalho, respectivamente. Segundo Canazak, essa ação extensionista é uma forma das estudantes participarem de um trabalho voluntário de intervenção social. O grupo fez sua primeira apresentação durante a III Mostra de Extensão do IFPE, em julho de 2015, no campus Jaboatão dos Guararapes. “A próxima será no aniversário do campus Caruaru. Pretendemos montar uma coreografia que receberá o nome do projeto, contando a história da cultura do barro chegando à arte da dança”, comentou Canazak.