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Projeto busca ampliar produção de biogás no Agreste

IFPE aprova projeto no programa Fábrica de Ideias Inovadoras, do IFB, e propõe ampliar produção de Biogás no Agreste Meridional
por publicado: 01/02/2017 16h51 última modificação: 01/02/2017 16h51

Geração de energia a partir do aproveitamento de resíduos. Esse foi o projeto submetido pelo IFPE-Campus Garanhuns e aprovado na segunda edição do programa Fábrica de Ideias Inovadoras (FABIN), do Instituto Federal de Brasília (IFB). Concorrendo entre as sete propostas inscritas em todo o Brasil, o projeto se propôs a ampliar a produção de biogás no Agreste Meridional a partir de uma inovação que alia energia solar a um biodigestor do tipo indiano.

 A ideia de produzir Biogás a partir do esterco animal vem sendo desenvolvida no Agreste pernambucano pela Diaconia, uma organização não governamental sem fins lucrativos e de inspiração cristã, que atua promovendo a justiça e o desenvolvimento social. Somente no mês de junho foram implantados 15 novos biodigestores e mais de 100 famílias da zona rural já foram contempladas. 

 A proposta do IFPE é inovar para ampliar a produção do biogás por meio do controle da temperatura interna do biodigestor utilizando aquecimento solar. Pedro Campello, coordenador do projeto submetido à FABIN, explica que a grande variação térmica da região, com altas temperaturas ao longo do dia e baixas consideráveis à noite, impede uma produção contínua dessa fonte de energia. “Utilizaremos o aquecimento solar de água, instalaremos um trocador de calor no interior do biodigestor e faremos o controle da temperatura utilizando sensores de baixo custo”, detalha.

 Energia Renovável - O biogás é uma alternativa limpa e renovável ao produto disponível no mercado, o gás liquefeito de petróleo (GLP), que traz grandes danos ao meio ambiente. O GLP é uma fonte de energia não renovável, com uma produção de alto impacto ao meio ambiente, sua queima libera gases ligados ao efeito estufa, além de não estimular a geração descentralizada de energia.

 O IFB financiará o projeto piloto em um dos biodigestores implantados pela Diaconia para os testes propostos pelo Instituto. O financiamento será de R$ 5 mil para custear o material e as análises, um baixo custo para a instituição com alto impacto positivo na vida de famílias da zona rural que deixarão de ter gastos com gás de cozinha, com possibilidades de ampliarem a produção e, caso a inovação obtenha êxito, ampliarem a utilização do biogás proporcionando incremento na renda familiar.

 A estudante do curso Técnico em Meio Ambiente, Clara Camilo, se diz contente em participar do projeto. “Será uma oportunidade de aprofundar meus conhecimentos em biodigestores agora estudando uma nova tecnologia”, avalia.

 Para Wanderley Silva, também estudante de Meio Ambiente e funcionário da ONG Diaconia, o mais instigante será estudar e por em prática uma nova tecnologia. “Trabalho na instituição que desenvolveu e aplica a tecnologia de construção de biodigestores nessa região. Agora como aluno do IFPE terei a oportunidade de pensar formas de melhorar essa tecnologia a partir de uma proposta inovadora”.

 O projeto iniciará dentro dos laboratórios do IFPE Campus Garanhuns e, posteriormente, será levado para teste em biodigestores na cidade de São Bento do Una, construídos pela Diaconia. Integram ainda a equipe da pesquisa, o docente David Alain; o técnico do laboratório de Eletroeletrônica, Patrick Florêncio; as estudantes do curso técnico em Meio Ambiente, Maria Eulália e Jayne Mesquita; e os estudantes de Eletroeletrônica, Igor Souza, Erweson Dantas e Edgar Vital.